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O poder dos superapps: como o Open Finance pode acelerá-los?

Open finance e os superapps

Imagine o seguinte cenário: ao entrar no Google Maps, você consegue acessar o Uber para solicitar um veículo, sem precisar abrir o aplicativo da empresa. Isso parece real? É um clássico exemplo de como funciona um superapp, ou super aplicativos.  

Na China, essa já é uma realidade consolidada, enquanto no Brasil os superapps dão os seus primeiros passos. Os super aplicativos podem abrigar diversas ferramentas possibilitando desde pagar contas, fazer investimentos, comprar produtos até pedir serviços, como aluguel de carro ou agendamento de consulta médica – sem precisar sair da plataforma. 

Quem ganha com os superapps? 

Os benefícios dos superapps se estendem a todos os envolvidos: usuário, intermediador e “provider”.  

Do lado do consumidor, ele ganha em praticidade, facilidade e segurança. O intermediador consegue incrementar sua receita com comissão por abrigar outros aplicativos, já o “provider” recebe mais tráfego. 

De acordo com a pesquisa NextWare Consumer Survey 2021, feita pela consultoria EY, 82% dos entrevistados afirmaram que valorizam uma experiência integrada, fluida e isenta de dificuldades. Demandas que os super aplicativos conseguem suprir muito bem.  

Na briga por relevância, os usuários valorizam os apps que oferecem soluções completas e que facilitam o dia a dia.  

Como o Open Finance pode agregar valor aos superapps? 

O potencial de recursos para serem agregados em um superapp é infinito, principalmente com o avanço do Open Finance, que se tornou uma importante mola propulsora dessa expansão.  

Uma das vantagens é oferecer ao usuário um onboarding mais prático e amigável. Ou seja, ao invés de fazer o cadastro por diversas vezes, com apenas um registro de informações, ele consegue acessar as funcionalidades que estão dentro de um único aplicativo.  

Além disso, o Open Finance está proporcionando o acesso a dados em grande escala, presentes na jornada de consumo dos clientes – já que disponibiliza muitas informações, não somente sobre o hábito de compras, mas também sobre suas transações financeiras.  

Assim, as empresas conseguem desenvolver ofertas cada vez mais hiperpersonalizadas. 

Os avanços do Open Finance estão facilitando as integrações e permitindo que todos funcionem como um banco. 

Com os serviços do BaaS (Banking as a Service, tecnologia que permite que qualquer empresa ofereça serviços financeiros sem a necessidade de ser um banco ou instituição financeira), as organizações conseguem obter acesso a dados das movimentações financeiras dos usuários, como contas wallet, transferência entre contas, transações via boleto, Pix, saques, uso do QR Code para pagamento de contas e despesas, entre outros. 

A personalização, cada vez mais acentuada, ajuda a otimizar e enriquecer a jornada do cliente, impactando no fortalecimento do relacionamento e, consequentemente, na fidelização.  

Para o bolso das empresas, além de ter o cliente em sua base, isso também vai representar menos custo para administrá-lo ou trazer novos. 

O papel dos “miniprogramas” 

O exemplo a seguir ilustra claramente o papel dos “miniprogramas” nos superapps. Em um dia chuvoso, você esquece o guarda-chuva em casa. Para não se molhar, é possível alugá-lo. Mas como a chuva não manda recado, é preciso ser ágil. O caminho normal é baixar um aplicativo, fazer o cadastro e inserir o cartão de crédito – até lá você já pode estar totalmente encharcado. 

Nesse sentido, os “miniprogramas” poderiam resolver esse problema. Ao abrir o superapp, o usuário digitaliza o QR Code e imediatamente tem seu guarda-chuva liberado. Isso é possível porque o cadastro já está feito, além do pagamento ocorrer pelo cartão de crédito, adicionado previamente. 

O sucesso desse tipo de solução, que já está em operação na China há bastante tempo, está ligado a fatores como a presença do “One stop shop” no superapp, com sistema de pagamento embutido e plataforma aberta para desenvolvedores. 

Para se ter ideia da dimensão desse universo, segundo dados da Tencent, que detém o WeChat, no primeiro trimestre deste ano o aplicativo chinês tinha 1,26 bilhão de usuários ativos e em 2021 contou com 3,5 milhões de miniprogramas em sua plataforma que transacionaram 2,7 trilhões de yuans. 

No Brasil, algumas empresas dão seus primeiros passos 

No país, ainda não existem superapps de fato, justamente pela ausência desses “miniprogramas”. Afinal, o desenvolvimento exige avançados recursos de tecnologia.  

Porém, aos poucos, algumas iniciativas neste sentido estão surgindo, como é o caso do Mercado Pago, que possibilita que o usuário faça investimentos em ativos financeiros da Órama. Isso possibilita a oferta de produtos mais direcionados. 

Já o Nubank criou o NuBolão, recurso que permite às pessoas darem seus palpites para acertar os resultados dos jogos da Copa do Mundo. O usuário – sozinho ou em grupo – faz seus “chutes” e se forem certeiros – ou próximos do placar – ganham prêmios.  

O futuro será dos superapps 

Muita gente ainda não ouviu falar dos superapps – 40% dos brasileiros não estão familiarizados com o conceito. Por outro lado, no mundo, quem sabe como funciona tem interesse em aderir. Segundo dados de um relatório feito pela PYMNTS, 72% dos consumidores estão entusiasmados com a ideia. 

Isso aponta o vasto potencial dos superapps para o futuro – são uma das grandes promessas para a próxima década. Com o Open Finance, a descentralização de dados permitirá que essas ferramentas adotem um uso estratégico de informações, traduzido na oferta de melhores experiências para os consumidores. 

 

Quer saber mais sobre como o Open Finance beneficia os superapps? Entre em contato com os especialistas da klavi.

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