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Finanças pessoais e os benefícios do Open Finance para o bolso

Finanças pessoais e open finance

Um dos grandes problemas que atinge historicamente boa parte da população brasileira é a falta de planejamento financeiro. De acordo com uma pesquisa feita pela Leve, fintech de educação financeira, mais da metade dos brasileiros não sabe organizar as suas finanças pessoais.  

A ausência de conhecimento sobre suas finanças pessoais – 52% dos entrevistados afirmaram não saber montar um planejamento financeiro – e o orçamento apertado são as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas na hora de pensar no futuro. Mais de 40% deles relataram não se sentirem confiantes para traçar metas para os próximos anos. 

Poupar dinheiro ainda é algo difícil para 69% das pessoas no país, conforme dados de um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Instituto FSB Pesquisa, o que torna o assunto finanças pessoais ainda algo em evolução no país. 

Além disso, há ainda outros indicadores que mostram a fragilidade do consumidor nas finanças pessoais: 

  • 44% dos entrevistados que participaram do levantamento afirmaram que a renda é suficiente para pagar seus gastos pessoais, mas não sobra dinheiro para guardar ou investir. 
  • 19% deixam sempre algumas contas para serem pagas no mês seguinte. 
  • Falta conhecimento sobre finanças pessoais no país. 

 Visão imediatista sobre dinheiro 

A pesquisa “A relação do brasileiro com o dinheiro”, feita pelo Google em parceria com a Liga Pesquisa e a Provokers, destacou também que, quando se trata de finanças pessoais, o brasileiro costuma pensar mais no curto prazo do que no planejamento financeiro de longo prazo. 

Até hoje, falar sobre dinheiro ainda é um tabu para muita gente. Somente de alguns anos para cá, algumas instituições de ensino passaram a incluir a educação financeira como disciplina na grade curricular, o que aponta que o Brasil ainda tem muito a caminhar nesse sentido. Prova disso é que, quando o assunto é inclusão nas finanças pessoais, o país ocupa o 35° lugar entre os 45 países analisados por um estudo conduzido pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Empresariais (CEBR). 

A avaliação feita pela Leve destacou ainda que o comportamento do brasileiro tende a ser mais consumista, principalmente entre as gerações mais jovens, que não viveram tempos econômicos mais desafiadores.  

Open Finance estimula o planejamento financeiro 

A evolução do Open Finance abre caminhos para a melhoria da gestão das finanças pessoais. Além de permitir maior acesso ao crédito e estimular o uso de novas modalidades de pagamento, traz autonomia para os consumidores lidarem com suas finanças pessoais de forma saudável, já que eles podem comparar as diferentes modalidades disponíveis e escolher os melhores produtos e taxas. 

Para organizar seus orçamentos, gerar economias e aplicar melhor os seus recursos, o mercado passou a disponibilizar aplicativos que agregam contas bancárias – colocando o velho caderninho de anotações de despesas para dentro da gaveta – o que permite às pessoas não somente fazerem as movimentações financeiras, mas também cuidarem de seu planejamento financeiro em uma única plataforma. 

O fato de que a gestão financeira pode ser feita de maneira mais simples, segura e completa, com a incorporação das informações na interface do aplicativo, não quer dizer que os usuários deverão simplesmente inserir as informações e entregar a tarefa da gestão financeira para a tecnologia. Ao mesmo tempo em que traz todos esses benefícios, demandará mais cuidado e conhecimento. 

Na outra via, para esses aplicativos, o Open Finance permite conhecer melhor esses usuários e fazer sugestões personalizadas de produtos e serviços. Com a adoção de inteligência artificial, eles podem fazer ofertas de crédito antecipadas, por meio da identificação das tendências de gastos, fornecer recomendações de investimentos, unindo a gestão financeira em um único produto. 

Ao observar que, ao compartilhar cada vez mais um número maior de dados haverá esse retorno com valor agregado, a tendência é de que o consumidor fique cada vez mais propenso a compartilhá-lo. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, mais de cinco milhões de clientes já autorizaram o compartilhamento de dados e o Open Finance conta com a adesão de cerca de 800 instituições financeiras. 

Finanças pessoais por categorias 

Algumas instituições financeiras já estão com soluções de PFM (Personal Finance Management, ou gestor de finanças pessoais, na tradução para o português) presentes no mercado e outras em fase de testes, como é o caso do Santander, Banco do Brasil, XP Investimentos, além de outras fintechs, que agregam várias contas em um único canal e ajudam o consumidor a administrar seus recursos financeiros. 

O acesso a esses aplicativos é feito de forma simples: quando o usuário cadastra uma conta bancária na ferramenta é direcionado para fazer seu login com seus dados bancários e fazer a transmissão de dados para a nova plataforma. 

A partir do acesso a esses dados é possível fazer uma categorização de informações mais precisa sobre as finanças pessoais dos usuários – se o valor consumido foi para pagar despesas de supermercado, para o pagamento de aplicativos de streaming, para a mensalidade da academia, entre outros. 

 

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