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Empresas financeiras: como os dados abertos podem impulsioná-las?

Open finance e empresas financeiras

As fintechs e empresas financeiras não tradicionais estão assumindo a dianteira no compartilhamento de dados financeiros em diversos países – incluindo o Brasil – enxergando essa oportunidade como uma forma de evoluir o atendimento às necessidades de seus clientes com ofertas hiperpersonalizadas de produtos e serviços. 

À medida que se relacionam com o consumidor, as empresas financeiras podem se beneficiar muito com os dados gerados por ele em sua jornada financeira, impulsionando o crescimento empresarial. São insumos que ajudam a criar novos produtos e serviços, direcionar ações de marketing, tomada de decisões sobre rescisão, fechamento de contas, entre tantos outros. 

O estudo “Financial data unbound: The value of open data for individuals and institutions”, produzido pela McKinsey, apontou quatro mecanismos que podem gerar valor e trazer mais crescimento empresarial: 

  • Maior eficiência operacional 
  • Maior previsibilidade de fraudes 
  • Melhor alocação da mão de obra 
  • Fricção reduzida na intermediação de dados 

Segundo o levantamento, o compartilhamento de dados ajuda a reduzir erros e custos das empresas financeiras, ao serem verificados digitalmente, com a adoção de tecnologias de automação, que podem, por consequência, melhorar a experiência dos clientes ao promover interações mais rápidas entre eles e as companhias, possibilitando um melhor controle empresarial. 

Em relação à aquisição de novos clientes, um ecossistema de dados abertos pode ajudar as empresas financeiras a investirem em ações de marketing orientadas por dados, aumentando as taxas de conversão e reduzindo os custos de crédito.  

Um dos exemplos bem-sucedidos nesse sentido ocorre na Índia. O uso do sistema nacional de identificação digital Aadhaar, para verificação de KYC (Know Your Costumer, na sigla em inglês), reduziu os custos das operações empresariais financeiras de cerca de US$ 5 para US$ 0,70. 

Previsão de fraude e alocação de mão de obra ajudam no controle empresarial 

As empresas financeiras, ao lidarem com os dados abertos, terão a oportunidade de trabalhar com uma melhor previsibilidade de fraudes – de identificação, pagamentos e solicitação de crédito – o que também leva à redução de custos. 

De acordo com dados da Association of Certified Fraud Examiners, o volume de fraudes total das empresas – não somente as financeiras – responde por 5% da receita corporativa global. 

No âmbito local, segundo pesquisa feita pela Universidade Carnegie Mellon sobre incidentes que envolvem o setor financeiro, o Brasil está entre os 25 países que sofrem o maior número de ciberataques, desde roubo de dados de clientes finais, sequestro de dados e indisponibilidade de serviços. 

Conforme informações do estudo da McKinsey, o compartilhamento de dados em tempo real auxiliaria as instituições a desenvolverem soluções preditivas e detectar a ocorrência de casos com mais agilidade, melhorando o controle empresarial. 

No Reino Unido, os membros do Cifas, organização de prevenção de fraudes, relataram que, ao usar esse tipo de informação, conseguiram ter uma economia de 1,5 bilhão de libras em 2019. 

Com o compartilhamento de dados, as empresas financeiras conseguem fazer uma alocação estratégica de sua força de trabalho, ligando-a a atividades que requerem a presença humana. Como exemplo, os colaboradores podem ficar focados em fazer o trabalho de cobrança de clientes que, de fato, apresentam alto risco. 

Durante a pandemia, um grande banco no Reino Unido que usou dados de transações de open banking em vez de dados tradicionais de agências de crédito para entender melhor o risco de crédito de seus clientes reduziu as perdas de subscrição em 40%. 

Menor fricção pode contribuir para a qualidade das operações empresariais 

Essa nova realidade dos dados proporcionará menor fricção na hora de fazer a sua intermediação por meio de APIs, elevando o controle empresarial, conforme os resultados do estudo da McKinsey.  

O compartilhamento reduz ou elimina os custos que as empresas financeiras têm na obtenção de dados de fornecedores terceirizados ou agregadores de dados para gerar leads ou segmentar clientes. 

Nos Estados Unidos, onde quase a metade dos provedores de hipotecas dependem de dados de terceiros – sobre crédito do cliente, KYC e de avaliação de propriedades – o custo pode chegar até a US$ 80 por solicitação. 

Movimentos de avanço do Open Finance que ajudam as empresas financeiras 

O avanço do Open Finance ao redor do mundo – principalmente em locais como o Reino Unido, Europa, Ásia, América Latina e África do Sul – tem fortalecido iniciativas para reforçar o compartilhamento aberto e seguro dos dados, o que beneficia as empresas financeiras e suas operações empresariais. 

Enquanto no Reino Unido, a plataforma multibancária Open Banking Implementation Entity facilita a programação dos APIs e cria padrões de compartilhamento de dados, a União Europeia segue avançando com novas regulações para pagamentos eletrônicos. Já os Estados Unidos, por meio do Financial Data Exchange, tentam promover padrões interoperáveis para o acesso seguro aos dados financeiros. 

Para as empresas financeiras, essa é uma boa notícia, pois a abertura de dados financeiros abrirá um novo horizonte de atuação para essas companhias, o que permitirá atuar em um ambiente regulado, ter um melhor entendimento sobre o cliente, desenvolver produtos mais assertivos e ainda, de quebra, com menos custos operacionais. 

Quer entender mais como sua empresa pode se beneficiar da abertura dos dados? Entre em contato com a klavi! 

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