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As fintechs de crédito estão preparadas para o Open Finance?

 

Fintechs de crédito e o open finance.

A PwC e a ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) divulgaram a 2ª edição da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital. Mesmo em um cenário de crise, o levantamento mostra um amadurecimento do mercado e um crescimento das empresas que atuam no setor, impulsionado pelo avanço da regulamentação, melhora nas condições de competição e rápida adesão do consumidor.  

A Resolução nº 4.656 do Banco Central, que regulamentou a atuação de empresas digitais no setor financeiro, por exemplo, foi um marco para as operações de empréstimo e financiamento realizadas pelas fintechs. 

De acordo com a pesquisa, 74% das fintechs de crédito estão na fase de consolidação e expansão, em comparação com 49% há dois anos. O percentual de fintechs com mais de 300 funcionários subiu de 9%, em 2019, para 18% em 2021. E 25% das empresas são jovens, com faturamento anual ou investimento total abaixo de R$ 5 milhões.  

Ou seja, apesar dos avanços nos últimos anos, estamos presenciando só o início da chegada das fintechs de crédito ao mercado.  

Algumas metas para as empresas do segmento são: 

  • Rapidez na resposta ao cliente; 
  • Processo fácil e sem burocracia; 
  • Aumento dos índices de aprovação de crédito; 
  • Taxas de juros competitivas; 
  • Melhores condições de pagamento; 
  • Ampliação dos produtos oferecidos. 

Porém, o objetivo principal é solucionar os gargalos do sistema bancário tradicional.  

Se em um primeiro momento, a inovação e uso da tecnologia foram a base para que as fintechs de crédito conquistassem espaço no mercado, agora, o foco deve ser a experiência do cliente e o uso cada vez mais assertivo dos dados disponibilizados por eles para uma oferta de produtos adequada ao perfil de cada um.  

Neste contexto, a agenda de “dados abertos” por meio do Open Finance que o Banco Central está desenvolvendo será fundamental. Ao facilitar o compartilhamento de dados de pessoas entre instituições, aumentando a competitividade das empresas que prestam serviços financeiros e criando oportunidades para os consumidores, surge a pergunta: como usar essas informações e transformá-las em insights para oferecer os melhores produtos e soluções? Quem souber como fazer isso, certamente irá se destacar no mercado.  

Em quais tecnologias apostar para se destacar no mercado? 

As fintechs de crédito estão fazendo algumas apostas tecnológicas. Dentre elas, o pagamento por WhatsApp ocupa o primeiro lugar no ranking de tecnologias que planejam ter no futuro, de acordo com a pesquisa da PwC e da ABCD. Os negócios entendem que precisarão entregar o que fazem hoje por meio de apps de mensagens instantâneas.  

Com o avanço do Open Finance, as fintechs também entendem que precisarão fazer um investimento muito maior em inteligência artificial. Se antes o desafio era o acesso aos dados, a partir de agora será saber o que fazer com eles e como criar algoritmos de qualidade para extrair dados mais assertivos.  

Para isso, as instituições precisarão desenvolver questões como integração dos seus canais digitais, riscos de fraudes, limpeza de dados, além da padronização e categorização. Isso permitirá que as empresas conheçam de fato seus clientes, entendendo seu comportamento financeiro.  

Considerando alguns problemas históricos no sistema financeiro brasileiro, é de se presumir a necessidade do investimento em infraestrutura, principalmente em relação a tecnologias relacionadas à inteligência artificial e data analytics. 

Até porque, enquanto a adesão ao Open Finance evolui, é preciso se preparar para as necessidades do porvir. E isso inclui se antecipar aos problemas enfrentados pelos consumidores, buscando atender aos seus anseios. 

Afinal, as fintechs de crédito estão preparadas para o Open Finance? 

Como mostra o levantamento da PwC e da ABDC, o Open Finance terá um impacto transformacional no crescimento do setor nos próximos anos. 

Com o avanço na utilização dos dados, as instituições financeiras precisam voltar a atenção para questões como inovação e uso das informações de forma estratégica, com as fintechs de crédito não é diferente.  

O que se vê é que, em termos tecnológicos, as fintechs estão um passo à frente do que a maior parte dos bancos tradicionais. Entretanto, questões sobre como lidar com os dados e os custos envolvidos para adequação à nova regulamentação são um desafio. Fato é que o mercado está mudando e quem não se mobilizar agora pode ficar para trás.  

O compartilhamento de dados abre oportunidades para as empresas desenvolverem novas soluções e serviços, ainda que existam muitos pontos a serem aprimorados. O futuro é promissor.  

Para saber mais sobre como o Open Finance oferece oportunidades para as fintechs de crédito, leia o texto do nosso blog.  

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