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Adesão ao Open Finance: como convencer o cliente?

Adesão ao Open Finance no Brasil

O Brasil segue em ritmo acelerado na adesão ao Open Finance quando comparado com outros países. Em pouco mais de um ano desde o início do novo sistema, já alcançamos mais de 9,6 milhões de consentimentos ativos para o compartilhamento de dados no ecossistema, segundo dados do relatório trimestral do Open Finance, de novembro de 2022.   

Ainda que o resultado seja positivo, algumas pessoas são resistentes na adesão ao Open Finance. Por uma questão cultural, o consumidor está mais acostumado a compartilhar informações como endereço, nome e telefone. Mas quando se trata de dados financeiros, a desconfiança tende a ser maior.  

O desconhecimento por parte do público também pode ser um obstáculo. Segundo pesquisa da Akamai Technologies, realizada entre abril e junho de 2022, o open banking e a segurança digital são motivos de preocupação para 52% dos brasileiros. 

Por isso, é uma tarefa das instituições comprovar segurança e confiabilidade na adesão ao Open Finance, explicando como funciona o processo. Mais do que isso, é preciso compartilhar informações, potencializar ações que ensinem e engajem o público.  

Como as empresas podem engajar o cliente?  

É importante que os clientes vejam os benefícios do Open Finance, e o que eles ganharam com isso. Afinal, ninguém decide compartilhar os dados financeiros simplesmente porque quer. 

Geralmente, há um propósito por trás, como ter um empréstimo com juros mais baixos, melhorar o limite do cartão de crédito, taxas de administração mais vantajosas etc.  

Ao ter acesso às informações, as empresas financeiras podem, por exemplo, oferecer um financiamento de carro em condições melhores do que um cliente tem hoje. Entender hábitos de consumo permitirá direcionar produtos mais personalizados. 

Neste caso, os bancos podem mostrar que o cliente pode ter um financiamento mais vantajoso, pagando uma taxa e parcela adequados ao bolso. Como consequência, o Open Finance vai aumentar a concorrência entre os players e ampliar as ofertas de crédito.  

Enalteça a segurança e transparência no uso dos dados 

Um dos entraves no compartilhamento de dados é a insegurança do público sobre como suas informações serão tratadas pelo banco. 

Muitos podem se perguntar: O Open Finance é seguro?”. Sua instituição precisa responder esse questionamento.  

É importante deixar claro que todos os participantes estão condicionados a seguir rigorosos protocolos e a cumprir padrões de segurança, respeitando as normas do Banco Central e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).  

Encontre formas de convencer esses potenciais clientes concentrando-se na transparência.  

O usuário precisa entender que ele é o dono dos dados, e não a instituição, e que o compartilhamento é somente para aquele banco oferecer produtos e serviços que realmente sejam relevantes, além de melhorar o atendimento.  

Valorize a hiperpersonalização 

O Open Finance abriu caminho para a hiperpersonalização, com o desenvolvimento de soluções específicas para cada cliente.  

Com o cruzamento de dados e histórico do consumidor, as instituições conseguem entender quais produtos e soluções são mais aderentes. Até mesmo, antecipando necessidades. 

O cliente tem a impressão de estar recebendo uma oferta totalmente direcionada para ele e no momento apropriado. Para quem está planejando viajar para o exterior, por exemplo, o banco pode oferecer um seguro-viagem ou opções de câmbio.  

É preciso mostrar o que cliente tem a ganhar com soluções mais completas e adequadas ao que ele precisa. De modo geral, quebrar as barreiras de adesão ao Open Finance pode gerar benefícios para o consumidor e para todo o sistema financeiro.

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